Qualidade na saúde pública: 3 hospitais recebem prêmio

Instituições receberam o Prêmio Melhores Práticas em Destaque, que reconhece ações que melhoram a qualidade do cuidado ao paciente em instituições de saúde de todo o Brasil, tanto públicas quanto privadas

Qualidade na saúde pública: 3 hospitais recebem prêmio

Instituições receberam o Prêmio Melhores Práticas em Destaque, que reconhece ações que melhoram a qualidade do cuidado ao paciente em instituições de saúde de todo o Brasil, tanto públicas quanto privadas

1. Com mais de 300 leitos, o Hospital do Cariri (HRC), localizado no interior do Ceará, foi o vencedor com o trabalho Cada Minuto Conta: Impacto do Gerenciamento do Protocolo do AVC. Preocupados com o cuidado especializado para os pacientes vítimas de AVC, o HRC observou que 88% dos pacientes não realizavam a trombólise. “Revisamos o processo para identificar as oportunidades de melhorias visando aumentar o número de pacientes beneficiados com o tratamento adequado. Para isso, capacitamos os profissionais envolvidos no atendimento ao paciente com AVC para detecção precoce e estabelecimento de cuidados, elaboramos estratégias para redução do tempo de chegada do paciente com suspeita de AVC e analisamos os resultados do protocolo por meio de indicadores”, explica a autora Nárya Maria Gonçalves de Brito. “Em 2017, as ações realizadas atingiram 71% dos pacientes elegíveis que realizaram a trombólise no tempo adequado”, complementa brito.

2. Em segundo lugar, ficou o trabalho do Hospital Regional de Cotia, em São Paulo (SP), com o case Redução da dose de radiação ionizante em pacientes pediátricos submetidos a tomografia computadoriza, dos autores Flavia Freitas de Paula Lopes e Gustavo Rico Freitas.

3. Já o terceiro case classificado ficou com o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, localizado em Belém (PA). O trabalho “Protocolo de triagem para rápida identificação e tratamento da Sepse” conta com a autoria de Alba Lúcia de Menezes Sá Muniz.

Promovida pela Revista Melhores Práticas em parceria com a Organização Nacional de Acreditação (ONA), a terceira edição do Prêmio Melhores Práticas em Destaque reconheceu três trabalhos de instituições de saúde entre os 93 cases submetidos para avaliação, em um ou mais dos quatro eixos programáticos do evento: Cuidado centrado no paciente, Liderança, Segurança do paciente e Inovação – Digitalização da Saúde.

CADA MINUTO CONTA: IMPACTO DO GERENCIAMENTO DO PROTOCOLO DO AVC NO HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI

AUTOR: Nárya Maria Gonçalves de Brito COAUTORES: Andrezza Saraiva Bezerra; Demostênia Coelho Rodrigues; Fabiana De Sousa Alves

ORGANIZAÇÃO ACREDITADA: Hospital Regional Do Cariri

CNPJ DA ORGANIZAÇÃO ACREDITADA: 05268526/0002-51

INSTITUIÇÃO ACREDITADORA CREDENCIADA (IAC) DA ORGANIZAÇÃO: IQG – Health Services Accreditation

SITUAÇÃO IDENTIFICADA:

Visando o cuidado especializado para os pacientes vítimas de AVC isquêmico, o HRC implantou a Unidade de AVC agudo em 2013. Com a implantação do Protocolo e acompanhamento dos indicadores observou-se que, em 2015, aproximadamente 88% dos pacientes não realizavam a trombólise por perda de tempo no processo, tornando-se necessárias intervenções voltadas para o maior número de pacientes beneficiados com o tratamento adequado.

PLANO DE AÇÃO:

Com a finalidade de melhorar os problemas identificados, foram traçadas as seguintes estratégias:

• Revisar o processo para identificar as oportunidades de melhorias visando aumentar o número de pacientes beneficiados com o tratamento adequado;

• Capacitar os Profissionais envolvidos no atendimento ao Paciente com AVC para Detecção Precoce e estabelecimento de cuidados;

• Elaborar estratégias para Redução do tempo de chegada do paciente com suspeita de AVC ao HRC;

• Analisar os resultados do Protocolo através de indicadores.

EXECUÇÃO/IMPLANTAÇÃO:

Para gerenciamento do Protocolo de AVC no Hospital, em 2016, foi formado o Comitê de Gestão do Protocolo de AVC Agudo, composto por representantes das principais áreas que atuam no cuidado desses pacientes. Inicialmente foi realizada a revisão do processo de atendimento do Protocolo com redução do número de profissionais envolvidos em cada etapa visando a eficiência do serviço.

Para garantir a detecção precoce e os cuidados estabelecidos em Protocolo, foi realizado treinamento das equipes assistenciais e de apoio envolvidas no atendimento do paciente com AVC. Observou-se que parte dos pacientes não recebiam o tratamento oportuno por já chegarem tardiamente ao HRC, diminuindo o tempo para ação da equipe, assim foi estabelecido acordo com o SAMU para encaminhamento imediato dos pacientes com suspeita de AVC através do sistema de vaga zero com a finalidade de propiciar
o encaminhamento mais rápido aumentando as chances de trombólise, e ainda distribuição da ficha de LAPSS para avaliação precoce nos outros hospitais componentes da macrorregião de saúde. A efetividade das ações realizadas foram sistematicamente acompanhadas pelo Comitê através dos indicadores de tempo porta-agulha, que deve ser menor que 60 minutos; tempo porta-tomografia pactuado em 25 min e taxa de trombólises realizadas em pacientes elegíveis cuja meta é atingir 98% de paciente trombolisados.

PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS:

Durante a implantação do Plano de Ação proposto foram identificados os seguintes desafios:
• Readequação da equipe assistencial e de apoio a novas tarefas;

• Distância dos municípios da macrorregião;

• Inexistência do SAMU em alguns municípios componentes da rede de atenção;

• Dificuldade na detecção precoce do AVC pelos Hospitais de menor porte;

• Adesão dos profissionais ao treinamento do Protocolo;

• Falta de capacitação do profissional médico para leitura do exame de imagem (tomografia) para confirmação do diagnóstico de AVC;

• Dificuldade no diagnóstico clínico do AVC agudo isquêmico de forma precoce;

• Falhas na Comunicação entre os setores de Emergência e Unidade de AVC;

• Problemas relacionados a assertividade da aplicação da escala de LAPSS na Classificação de Risco;

• Tempo alargado entre o Registro do Paciente e a Classificação de Risco.

RESULTADO:

Como resultado da execução e acompanhamento sistemático das ações realizadas, em 2017, 71% dos pacientes elegíveis realizaram a trombólise no tempo adequado. A continuidade do acompanhamento das ações estabelecidas demonstra que em 2018, os resultados permanecem em linha de ascendência positiva no que diz respeito ao número de pacientes que obtiveram acesso a trombólise, pois 85% dos pacientes elegíveis foram beneficiados com o tratamento, reduzindo de 88% do ano de 2015 para 25% até julho de 2018 os casos de não realização de trombolítico por perda de tempo no processo de atendimento.

LIÇÕES APRENDIDAS:

A implantação de um comitê de gestão com foco na melhoria das etapas do processo e formado por diversas áreas de conhecimento propiciou a obtenção de resultados de forma sustentada; a utilização de indicadores propicia a identificação de oportunidades de melhoria do processo e permite o acompanhamento da efetividade das ações realizadas bem como o aprimoramento destas; a utilização de ferramentas de Planejamento de ações como o PDCA pelo modelo de gestão adotado favoreceu o estabelecimento de ações voltada para resolução dos principais problemas identificado e favorece a melhoria contínua; a mobilização e o engajamento de todos os envolvidos é essencial para a obtenção de resultados positivos.

PROTOCOLO DE TRIAGEM PARA RÁPIDA IDENTIFICAÇÃO E TRATAMENTO DA SEPSE

AUTOR: Alba Lúcia de Menezes Sá Muniz COAUTORES: Patrícia Barbosa Carvalho, José Miguel Alves Junior e Erika Maria Riebisch de Figueiredo.

ORGANIZAÇÃO ACREDITADA: HOSPITAL ONCOLÓGICO INANTIL OCTÁVIO LOBO

CNPJ DA ORGANIZAÇÃO ACREDITADA: 24232886016837

INSTITUIÇÃO ACREDITADORA CREDENCIADA (IAC) DA ORGANIZAÇÃO: Fundação Carlos Alberto Vanzolini – FCAV

SITUAÇÃO IDENTIFICADA:

O reconhecimento e tratamento precoce da sepse pediátrica são essenciais devido à elevada taxa de morbimortalidade desta patologia. Dados sulamericanos evidenciam prevalência de sepse em 42,4% dos pacientes admitidos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com uma taxa de mortalidade de 10% – 40%. Esses valores aumentam para 80% a 84% nos casos de pacientes oncológicos com choque séptico. No Hospital Oncológico Infantil, a mortalidade por sepse no primeiro semestre de 2016 foi de 80%.

PLANO DE AÇÃO:

Elaboração de um protocolo de triagem para rápida identificação e tratamento da sepse e choque séptico com participação de equipes multiprofissionais, Pediatria, Oncologia pediátrica, Intensivismo Pediátrico, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, com objetivo de reduzir da mortalidade nos pacientes com essa patologia.

RESULTADO:

Com a implantação do protocolo de Sepse houve uma redução da taxa de mortalidade por tal patologia. Em 2016 a mortalidade institucional por sepse era de 80%, caindo para 20% em 2017 e 9% de mortalidade institucional de janeiro a junho de 2018.

Quando analisamos a taxa de adesão ao protocolo, observamos uma taxa de adesão de 20% no período de janeiro a junho de 2017, subindo para 59% de adesão no período compreendido de julho a dezembro de 2017, atingindo 100% de adesão no período de janeiro a junho de 2018.

Em relação ao número de altas após casos de sepse e/ou choque séptico, observamos 5% de alta pós sepse em 2016, 14% de alta pós sepse em 2017 e 91% de alta pós casos de sepse e/ou choque séptico no período de janeiro a junho de 2018, significando 35 vidas salvas no período com a abertura do protocolo.

REDUÇÃO DA DOSE DE RADIAÇÃO IONIZANTE EM PACIENTES PEDIÁTRICOS SUBMETIDOS A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZA

AUTOR: Flavia Freitas de Paula Lopes, Gustavo Rico Freitas COAUTORES: Magno Cruz, Luiz Sérgio Almeida da Silva

ORGANIZAÇÃO ACREDITADA: Hospital Regional de Cotia

CNPJ DA ORGANIZAÇÃO ACREDITADA: 61687356002183

INSTITUIÇÃO ACREDITADORA CREDENCIADA (IAC) DA ORGANIZAÇÃO: Fundação Carlos Alberto Vanzolini – FCAV

SITUAÇÃO IDENTIFICADA:

Em 2017 foi realizada uma avaliação dos relatórios de dose do equipamento de tomografia computadorizada (TC). Verificou- se que nas TC sem contraste de pacientes pediátricos vítimas de traumatismo craneano encefálico (TCE), com idade próxima a 5 anos, a dose de exposição estimada expressada em DLP (Dose Lengh Product) total foi muito discrepante comparando-se o exame inicial, com o exame de controle, acarretando exposição desnecessária aos pacientes.

PLANO DE AÇÃO:

O objetivo do plano de ação é reduzir em 30% a dose estimada de exposição à radiação ionizante em pacientes de 3 a 6 anos encaminhados para realização de exames de TC de Crânio, utilizando-se como referência a redução de 60% das doses em TC de abdômen obtidas por ALZEN; BENZ-BOHM, 2011.

Para alcançar o objetivo esperado, foram planejadas as seguintes ações:

• Realizar a contenção do paciente adequadamente na mesa de tomografia;

• Posicionar e limitar com precisão a região a ser estudada a fim de evitar artefato e assimetria;

• Planejar corretamente a realização do estudo da anatomia a ser exposta a radiação ionizante; • Capacitação da Equipe Técnica.

RESULTADO:

Esse estudo iniciou-se no primeiro semestre de 2017 em pacientes pediátricos. O desafio estava em reduzir a dose sem alterar o protocolo do equipamento e consequentemente não alterar a qualidade da imagem.

O resultado inicial foi uma redução de dose de 3,13% no final do segundo semestre de 2017. Resultado pequeno, mas com um impacto inicial positivo.

Para o primeiro semestre de 2018 foi estruturado um aumento com relação aos treinamentos. A exposição de relatórios de dose com resultado positivo para redução de dose e valorização dos profissionais quanto aos exames bem posicionados. O resultado do esforço foi uma redução de 41,58% no primeiro semestre de 2018.

Regular, medir e transformar
Protocolo de sedação

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