Hospital Santa Cruz investe em treinamento e orientação do funcionário para alcançar a cultura da segurança do paciente

As seis metas estipuladas viraram o lema do hospital em busca desse objetivo

Hospital Santa Cruz investe em treinamento e orientação do funcionário para alcançar a cultura da segurança do paciente

As seis metas estipuladas viraram o lema do hospital em busca desse objetivo

Desde quando a Joint Commission International (JCI), instituição de acreditação de unidades de saúde baseada nos Estados Unidos, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estipularam a implementação das 6 metas internacionais de segurança do paciente, hospitais de todo o mundo têm tentado estabelecer mudanças no sistema interno para oferecer uma melhor experiência para o paciente durante sua passagem pelo estabelecimento. Vale lembrar que elas são: identificar o paciente corretamente, melhorar a comunicação efetiva, melhorar a segurança dos medicamentos de alta vigilância, assegurar cirurgias com local de intervenção correto, procedimento correto e paciente correto, reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde e reduzir o risco de lesões ao paciente, decorrente de quedas.

O objetivo dessas normas é promover melhorias específicas na segurança do paciente por meio de estratégias que abordam aspectos problemáticos na assistência à saúde, apresentando soluções baseadas em evidência.

No Brasil, o Ministério da Saúde ainda instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), por meio da Portaria 529, implantada em 1 de abril de 2013, que também define diretrizes importantes sobre essas metas que contribuem para a vivência do enfermo.

Em São Paulo, o Hospital Santa Cruz provou que estas práticas podem ser realizadas de maneira simples e que tragam resultados eficazes. A supervisora da qualidade do Hospital Santa Cruz, Luciana Pessiguini Ardis, explica que quando o processo de disseminação das 6 metas de segurança começou a ser implantado no hospital, foi imprescindível elaborar alguns materiais, como cartilhas e manuais para deixar o colaborador por dentro da informação para colocá-la em prática.

“Quando iniciamos essa disseminação foi necessário elaborar os procedimentos escritos para o cumprimento de cada meta determinada. Havendo uma não conformidade registrada, estes documentos são revistos e alterados para que a segurança do paciente seja garantida e quando esses documentos são alterados são novamente disseminados à equipe. A formação dos “Guardiões das Boas Práticas”, por exemplo, também foi uma ação que proporcionou incluir todos os profissionais da assistência a desenvolver um pensamento mais crítico em torno dos riscos que permeiam o cuidado prestado aos pacientes”, contou.

Ela também explicou que o comprometimento da equipe foi fundamental para que o objetivo fosse alcançado. “É importante lembrar que sem o envolvimento da liderança da Instituição e do Corpo Clínico no entendimento destas metas, qualquer ação de melhoria na assistência tende a não acontecer em sua plenitude. Por esse motivo, no Hospital Santa Cruz ocorrem reuniões de discussão de não conformidades com a equipe médica, por meio principalmente dos coordenadores de áreas, que mantêm a disseminação da informação para o corpo clínico”, esclareceu Luciana.

A gerente de enfermagem do hospital, Michele Tavares de Oliveira, também ressaltou que durante este processo, a organização investiu na capacitação e no treinamento da equipe. “Realizamos treinamentos frequentes de atualização das 06 metas internacionais com a equipe assistencial, sempre trabalhando uma a uma para o fortalecimento da cultura de segurança em nossa Instituição. Utilizamos também folders de orientação aos pacientes e colaboradores voltados aos cuidados. Temos um time de profissionais de enfermagem chamado “Guardiões das Boas práticas” que são responsáveis por supervisionar e são referência para a equipe no cumprimento das melhores práticas de seus colegas de trabalho”, disse.

Estas iniciativas também receberam o reforço com outras ações, como reuniões multidisciplinares semanais, encontros para discussão dos eventos assistenciais, reuniões de alinhamento da supervisão com o operacional e também para alinhamento da gerência de enfermagem com a supervisão e comissões de apoio.

O Hospital Santa Cruz também investiu em monitoramento de todos os indicadores de qualidade, como a afetividade dos protocolos de segurança e discussão mensal dos resultados com a equipe de ponta para medir os resultados dessas ações. Além da realização de relatórios entregues aos gestores das áreas e também por meio da notificação de eventos, onde qualquer não conformidade observada é registrada no Sistema Tasy para a Qualidade e discutida em reuniões mensais.

Por Raphaela Dias - Nov/2019
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